Dicas valiosas para quem quer montar um foodtruck

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Dicas valiosas para quem quer montar um foodtruck

Desde a antiguidade existiu comida de rua. E agora os foodtrucks tem ganhado força no Brasil, segundo dados do Sebrae, os trabalhadores deste ramo já representam 2% da população brasileira. Mas embora seja antiga, a comida de rua passa por uma nova fase da sua história: os food trucks.

1. Não é moda

Para Ricardo Hida, foodktruck não é moda. “A comida de rua existe há séculos. O truck não é como a paleta mexicana ou qualquer onda gastronômica”, afirma. Segundo o especialista, essa é a oportunidade ideal para quem sempre quis investir em gastronomia. “É uma aposta menos arriscada e com maior possibilidade de captação de clientes.”

2. Foco no cardápio

Quem quer abrir food truck não pode apostar em um cardápio vasto. “Muitos estão quebrando porque não perceberam isso antes”, diz Hida. Ele sugere que os empreendedores produzam poucas refeições, mas com carboidratos e proteínas. “As pessoas querem se alimentar, então elas não podem sentir forme depois de duas horas.”

Ainda assim, o especialista indica que busquem equilíbrio – e inovação. “Ninguém vai comer algo pesado todos os dias da semana. Segunda-feira é o dia que se menos vende. Então o ideal é buscar opções lights ou vegetarianas. O burger está saturado”, afirma.

3. Food truck não é restaurante

Segundo Hida, existem três momentos em que os food trucks vendem mais: almoço, happy hour e no fim da noite. “Os clientes buscam refeições para viagem, porque eles não querem cozinhar ao chegar em casa. Então as empresas devem levar em conta esses dois fatores: um bom serviço de viagem e comida fresca”, diz.

4. Entenda seu público

Diferente dos consumidores de truck ao redor do mundo, o brasileiro tem um comportamento único, afirma Hida. “A gente não compra um pretzel e sai andando com ele na mão. Nós gostamos de sentar e comer”, diz. Ele também afirma que, como esse serviço não é considerado fastfood nem slowfood, o cliente não pode esperar muito: “mais de seis minutos já é ineficiente.”

Outro fator de sucesso para o consultor é a relação criada com os clientes. “O brasileiro gosta de afetividade, de conhecer a pessoa que faz seu cachorro quente”, afirma. Dentro dessa ideia, ele não acredita muito no potencial de franquia para os trucks. “Perde o vínculo dos clientes com a marca.”

5. Localidade

Para o consultor, não existe local ideal para abrir um food truck. “Tudo depende do seu produto”, afirma. Como exemplo, ele diz que dificilmente o empreendedor vai se dar bem se abrir um truck de comida japonesa perto de uma escola do ensino fundamental ou  um de comidas étnicas para um evento com muitas pessoas.

Ele também reforça a ideia de que o consumidor brasileiro ainda não criou fidelidade considerável com o food truck, então não adianta criar uma agenda, por exemplo. “As pessoas querem opções diferentes. Se ele estiver em um local com vários tipos de comida, aí a chance dele aumenta”, diz.

6. Conheça o mercado

Antes de investir no food truck, Hida sugere que os empreendedores testem se conseguem se adaptar ao modelo de negócio. “Não é fácil. Exige organização e muito esforço físico. As pessoas têm que entender que não basta ter a receita da família ou o dinheiro no caixa.”

Texto  e Fonte: Pequenas Empresa Grandes Negócios

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